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Medicamentos nas plataformas digitais: o que muda para as farmácias e por que a logística ganha ainda mais importância

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Medicamentos nas plataformas digitais: o que muda para as farmácias e por que a logística ganha ainda mais importância

Medicamentos nas plataformas digitais: o que muda para as farmácias e por que a logística ganha ainda mais importância

A decisão da Anvisa amplia as possibilidades para o varejo farmacêutico e acelera uma transformação que já estava em curso: a integração entre farmácias, plataformas digitais e logística.

4 de setembro de 2026

O varejo farmacêutico brasileiro acaba de entrar em uma nova fase de transformação digital.

Em agosto de 2026, a Anvisa revogou medidas que proibiam a comercialização e a publicidade de medicamentos por meio de plataformas como iFood, Rappi, Mercado Livre, Submarino e Americanas. A movimentação também alcançou a Shopee, cuja revogação havia sido anunciada dias antes.

A mudança está relacionada à Lei 15.357/2026, que passou a permitir que farmácias e drogarias devidamente licenciadas contratem canais digitais e plataformas de comércio eletrônico para logística e entrega de medicamentos, sempre respeitando as regras sanitárias aplicáveis.

Mas existe um ponto fundamental: isso não significa que os marketplaces passaram a ter autorização irrestrita para vender medicamentos diretamente.

A farmácia ou drogaria licenciada continua sendo responsável pela venda e dispensação, enquanto a regulamentação específica da Anvisa ainda deverá detalhar a implementação das novas diretrizes.

E, para as farmácias, essa mudança representa muito mais do que a abertura de um novo canal de vendas.

Ela representa uma nova oportunidade e um novo desafio operacional.

Mais canais, mais oportunidades

O consumidor já incorporou os canais digitais à sua rotina.

Hoje, ele pode pesquisar um produto, comparar preços, realizar uma compra pelo aplicativo e esperar que ela chegue rapidamente em casa.

A entrada mais estruturada das plataformas digitais no varejo farmacêutico tende a ampliar ainda mais esse comportamento.

Para as farmácias, isso significa a possibilidade de estar presente onde o consumidor já está, utilizando plataformas com grande tráfego e estruturas de entrega consolidadas.

Segundo análise do BTG Pactual publicada pelo Guia da Farmácia, o movimento pode aumentar a pressão competitiva do setor, especialmente em categorias como medicamentos isentos de prescrição, produtos de higiene e cosméticos e compras de necessidade mais imediata.

Mas conquistar esse novo canal não depende apenas de aparecer em uma plataforma.

É preciso conseguir operar bem dentro dele.

O desafio não termina na venda

Imagine uma farmácia recebendo pedidos simultaneamente pelo balcão, pelo próprio e-commerce, pelo aplicativo, pelo WhatsApp e agora também por marketplaces.

O volume de oportunidades aumenta.

Mas aumenta também a complexidade.

Cada novo canal exige integração de estoque, processamento do pedido, separação, acionamento do entregador, acompanhamento da entrega e atualização das informações para o consumidor.

Se esses processos não estiverem conectados, a expansão dos canais pode gerar exatamente o efeito contrário ao esperado: mais retrabalho, mais falhas e menos controle.

Por isso, a transformação digital do varejo farmacêutico também precisa ser acompanhada por uma transformação logística.

A última milha ganha protagonismo

Em um cenário de compras cada vez mais digitais, a última milha passa a ter um peso ainda maior na experiência do consumidor.

O pedido precisa chegar no endereço correto, dentro do prazo esperado e com rastreabilidade durante o percurso.

E existe uma particularidade importante no setor farmacêutico: a disponibilidade e a precisão do estoque são fundamentais.

Medicamentos não são produtos genéricos.

O consumidor pode precisar de uma determinada molécula, dosagem, marca ou apresentação. Por isso, ter o produto disponível e garantir que a informação apresentada no canal digital corresponda ao estoque real é essencial para que a operação funcione.

Nesse contexto, a logística deixa de ser apenas a etapa que acontece depois da venda. Ela passa a ser parte da própria estratégia comercial.

As farmácias precisam estar preparadas para uma operação omnichannel

A disputa do varejo farmacêutico não será simplesmente entre farmácias físicas e plataformas digitais.

A tendência é de um mercado cada vez mais integrado, em que diferentes ecossistemas disputam a atenção e a preferência do consumidor.

De um lado, as plataformas digitais oferecem tráfego, conveniência e estruturas de entrega.

Do outro, as grandes redes de farmácias possuem vantagens importantes, como sortimento, estoque distribuído, presença física e capacidade de fulfillment.

O diferencial estará cada vez mais na capacidade de conectar essas forças.

Ter vários canais de venda é importante. Ter uma operação capaz de sustentar todos eles é indispensável.

Tecnologia para transformar complexidade em controle

Quanto mais canais entram na operação, mais importante se torna ter uma visão centralizada de tudo o que acontece com cada pedido.

Quantos pedidos estão em andamento?

Qual operador está realizando cada entrega?

Quais pedidos estão atrasados?

Qual é a performance de cada parceiro?

Onde estão os principais gargalos?

Quanto custa cada entrega?

Sem dados e visibilidade, essas respostas ficam espalhadas entre diferentes sistemas e operadores.

Com uma gestão logística integrada, a farmácia consegue transformar essas informações em decisões.

Isso permite:

  • Centralizar diferentes operadores logísticos;

  • Acompanhar entregas em tempo real;

  • Identificar falhas e gargalos;

  • Comparar a performance da operação;

  • Reduzir retrabalho;

  • Aumentar a previsibilidade;

  • Escalar os canais digitais com mais segurança.

A oportunidade é digital. O diferencial será operacional.

A decisão da Anvisa reduz uma importante incerteza regulatória sobre a atuação das plataformas digitais no setor farmacêutico, mas não elimina os desafios da operação. A própria Agência reforça que as empresas continuam sujeitas à regulamentação sanitária e que a revogação das medidas não representa uma autorização automática para a comercialização de produtos farmacêuticos.

Para as farmácias, portanto, o momento exige preparação.

Mais canais significam mais oportunidades de aquisição e conveniência para o consumidor.

Mas também significam mais pedidos, mais operadores, mais dados e mais etapas para administrar.

A pergunta não é apenas se a sua farmácia estará nas plataformas digitais.

A pergunta é:

A sua operação está preparada para crescer com elas?

Onde a OnHere entra nessa transformação?

A OnHere ajuda farmácias a transformar a complexidade logística em uma operação mais integrada, controlada e inteligente.

Ao centralizar a gestão das entregas, conectar diferentes operadores e oferecer visibilidade sobre a jornada logística, a tecnologia permite que a farmácia tenha mais controle sobre uma operação que tende a ficar cada vez maior e mais distribuída.

Porque, em um varejo farmacêutico cada vez mais digital, vender em mais canais é apenas o começo.

O verdadeiro diferencial está em conseguir entregar uma experiência eficiente em todos eles.

E quando a logística acompanha a estratégia comercial, crescimento deixa de significar complexidade e passa a significar escala.



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