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A recente sanção da lei que autoriza a instalação de farmácias dentro de supermercados marca um ponto de inflexão no varejo farmacêutico brasileiro. Mais do que uma mudança regulatória, trata-se de uma alteração na lógica competitiva do setor com impacto direto na forma como valor é gerado, capturado e percebido pelo consumidor.
10 de abril de 2026
O que muda com a nova legislação
A nova lei permite que supermercados instalem farmácias ou drogarias em suas dependências, desde que atendam a critérios rigorosos:
Espaço físico separado e exclusivo
Cumprimento integral das exigências sanitárias
Presença obrigatória de farmacêutico durante todo o funcionamento
Controle rigoroso na dispensação de medicamentos
Possibilidade de atuação em canais digitais, respeitando a regulamentação
Na prática, o modelo não flexibiliza o controle sobre medicamentos, ele apenas amplia os formatos possíveis de operação.
O ponto central não está na regra, está no contexto que ela cria.
Supermercados não entram para competir da mesma forma
Supermercados não operam sob a mesma lógica das farmácias.
Seu modelo é baseado em escala, recorrência. aumento de ticket médio e diluição de margem entre categorias.
Nesse cenário, a farmácia deixa de ser uma unidade isolada e passa a funcionar como parte de um ecossistema de consumo.
O medicamento, por sua vez, assume um novo papel: não apenas produto de saúde, mas elemento de retenção e conveniência.
A ruptura na lógica de escolha do consumidor
A principal mudança não está na oferta, mas no comportamento. O consumidor deixa de comparar farmácias entre si e passa a avaliar experiências completas.
A decisão não é mais: “qual farmácia escolher?”
Mas sim: “onde eu resolvo tudo com mais eficiência?”
Esse deslocamento redefine os critérios de competitividade.
O novo diferencial competitivo: execução
Se proximidade e conveniência deixam de ser exclusivas, a vantagem competitiva se desloca para a execução.
Isso envolve:
velocidade de entrega
previsibilidade operacional
integração entre canais
visibilidade em tempo real
A operação deixa de ser suporte e passa a ser estratégia.
A logística como eixo central do setor
A própria lei reforça essa tendência ao permitir a atuação em canais digitais. Com isso, o varejo farmacêutico entra definitivamente em uma lógica omnichannel.
Nesse modelo:
o pedido pode começar no digital
a separação ocorre na loja
a entrega acontece via múltiplos operadores
Sem orquestração eficiente, a operação se torna um ponto de ruptura na experiência do cliente.
O efeito estrutural: maturidade forçada do mercado
Movimentos regulatórios desse tipo tendem a acelerar a evolução do setor. Gradualmente, o mercado passa a se dividir entre:
Operações orientadas a loja
foco local
baixa integração
gestão fragmentada
Operações orientadas a rede
integração de canais
gestão centralizada
controle de performance
operação baseada em dados
A vantagem competitiva migra claramente para o segundo grupo.
Onde surgem as novas vantagens competitivas
O diferencial deixa de estar apenas em presença física e passa a depender da capacidade de:
integrar sistemas e canais
automatizar decisões operacionais
reduzir tempo de entrega com controle de custo
garantir rastreabilidade ponta a ponta
A operação logística passa a ser um ativo estratégico e não apenas uma função de apoio.
O papel da tecnologia nesse novo cenário
A crescente complexidade operacional torna inviável a gestão manual ou descentralizada. Nesse contexto, plataformas tecnológicas especializadas deixam de ser suporte e passam a ser infraestrutura crítica.
São elas que permitem:
orquestrar múltiplos operadores logísticos
garantir SLA por pedido
integrar canais físicos e digitais
transformar lojas em hubs logísticos eficientes
Onde a OnHere se posiciona nessa transformação
É exatamente nesse novo nível de exigência operacional que a OnHere se insere. Ao conectar farmácias a múltiplos operadores logísticos, integrar canais de venda e centralizar a gestão da última milha, a plataforma permite que operações tradicionalmente fragmentadas passem a operar como redes coordenadas e orientadas por dados.
Na prática, isso significa:
mais controle sobre prazos e SLA
maior eficiência na alocação de entregas
redução de fricções operacionais
melhor experiência para o cliente final
Mais do que viabilizar delivery, a proposta é estruturar a operação para competir em um cenário onde execução passa a ser o principal diferencial.
Conclusão
A entrada dos supermercados no varejo farmacêutico não deve ser analisada apenas como aumento de concorrência. Ela representa uma mudança na estrutura do setor, onde eficiência operacional, integração e capacidade logística passam a definir competitividade.
O desafio não está apenas em competir com novos players. Está em operar em um novo nível de exigência.
E, como em toda mudança estrutural, os maiores ganhos tendem a ficar com quem se adapta primeiro.

